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Quando acordei, tentei revisar parte por parte do sonho que tive, para não me esquecer.

Estava morando em uma espécie de parque, ou floresta, meu quarto tinha um tipo de cova como cama, coberta de folhas. Era tudo bem frio, úmido, cheio de neblina. Saindo do meu quarto, estava a cozinha da R. Emília, do jeito que eu me lembro que era, com a mesa grande e a saída pros fundos da casa.

O  sonho começou com a chegada de 3 homens, que eram meus irmão, mas não os meus irmãos, outros que não esses, com excessão do Beto, que era o Jigsaw, ou melhor, o Ator que fez o Jigsaw.

Eles estavam se comportando normalmente, até o momento em que começaram a matar pássaros pequenos. os pássaros pousavam na minha cama e eles davam pauladas nos pássaros e enfileiravam eles. No início, eu cheguei a comentar que estava apreciando a morte dos pássaros pois não gostava deles de qualquer forma.

 Até que em um dado momento, percebi que matavam pássaros bem maiores, enfileirando todos eles, até pequenos pavões na minha cama. Aquilo começou a me incomodar, saí de lá e fiquei ouvindo atrás da porta, eles comentavam que iam matar tudo que existia naquela casa.  Eu saí pelo portão da frente.  Fiquei na rua por horas, pensando no que faria e avisando as pessoas que entravam lá, que elas corriam perigo.

Ninguém me deu ouvidos, eles entravam e  meus irmãos matavam todos.

Então, começou a chover muito, eu os vi saindo da casa. Entrei na porta ao lado do portão de casa, também era um portão, mas um portão de ferro, como esses de escola pública, pesados com a tinta azul descascando. O tal do portão dava para uma ruazinha, muito pobre, estreita e toda em ruínas com muitos galpões abandonados.

Na tentativa de me esconder, entrei por uma fresta (em um pedaço de madeira compensada, daquelas cor-de-rosa que usam em construção)  e me escondi em um canto cheio de concreto quebrado e muita sujeira, típica de obra abandonada.

Eles saíram da casa e estavam matando todos nas ruas, eu via as pessoas passarem correndo e tentava sinalizar pra que elas viessem se esconder comigo. Até que um homem negro, alto, um pouco gordo me viu, me falou para sair de lá, que eu não era moradora daquela rua e não podia me esconder lá. Ele falava muito alto e eu com medo de atrair a atenção dos 3 para nós, pedia pra ele falar baixo, mas ele não se importava, disse que eles não machucariam ninguém que morava naquela rua, mas como eu não morava lá, precisava sair. Então, eu saí…

Acordei.

Pode parecer bizarro.

Mas eu, sou uma pessoa de sonhos peculiares. Então, eu estava lendo um livro que contava como Freud e Jung anotavam os sonhos dos pacientes e, logo.. bom. Eu achei interessante anotar os sonhos que eu me lembro e que me parecem um pouco mais absurdos que o casual.

Quem sabe um dia eu tenha que explicar algo moralmente reprovável que eu fiz e esse diário de sonhos possa me ajudar a uma inimputabilidade penal ou sabe-se lá o que…